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A Verdadeira Diferença entre
Simpatia e Empatia

Por Bryan Kramer, CEO da PureMatter, 2x bestselling author & TED Talk speaker 

(Fonte: Forbes)

Pesquisas provaram que 95% dos Directores de RH acreditam que a inteligência emocional é essencial para um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

A inteligência emocional é uma abordagem cada vez mais importante no actual mundo dos negócios. Estar em sintonia com os nossos sentimentos e atento às emoções dos outros, é um princípio ético tanto na vida pessoal como profissional.

Porquê?

Sentir-se motivado pela consciência de como a forma de comunicar e de agir pode afectar os outros, significa que as campanhas de marketing, desenvolvimento de produto e ambiente de trabalho podem tornar-se mais inclusivos e positivos.

A Empatia e a Simpatia são dois pilares da Inteligência Emocional. Tanto na escrita como oralmente, as pessoas utilizam ora “empatia” ora “simpatia”, mas as duas palavras não têm o mesmo significado.

Tendo em mente os benefícios a nível social e comercial das respostas empáticas e simpáticas, é aconselhável ir ao fundo da questão e analisar as nossas reacções às situações e pensar em integrar mais empatia e simpatia no nosso comportamento.

Origem da Empatia e da Simpatia

Empatia e simpatia são características que no geral, são boas – O que significam?

Tanto a empatia como a simpatia têm a sua origem no termo grego “pathos”, que se refere à experiência do “sofrimento, sentimento”. 

Para além disso, o prefixo “sym-” vem do grego “sýn” que significa “com e próximo de”. 

O prefixo “em-” também deriva do termo grego “en”, que significa “dentro”.

Responder com Simpatia

Sentir simpatia por alguém é positivo porque é um reconhecimento dos sentimentos do Outro ou de uma situação pela qual está a passar. Ser simpático é dizer: “Estou a ouvi-lo e valorizo o que está a sentir”. Já agora, poderíamos demonstrá-lo socialmente com mais frequência.

A simpatia é geralmente demonstrada em situações difíceis, através de comiseração e pena. Por exemplo, quando alguém morre, é frequente ver cartões de condolências com a frase “com simpatia”.

O conceito de simpatia, tal como o prefixo grego salienta, trata-se de estar “perto de ou com”, e isso demonstra uma certa distância entre alguém que sente simpatia e a situação com a qual se está a conectar. A compaixão permite-lhe pensar numa situação, mas permanece a uma distância segura, pelo que o seu estado emocional provavelmente não será de um envolvimento profundo.

As empresas podem expressar solidariedade/simpatia ao olhar para os inquéritos de satisfação de clientes de forma individual e serem flexíveis face às necessidades específicas de um cliente. Pricing e Marketing simpáticos tornaram-se uma abordagem universal por empresas que têm em consideração as necessidades e circunstâncias do cliente, aquando da definição de preço, em vez de serem apenas movidas pelo lucro.

A simpatia é sobretudo observação e aceitação do que alguém está a passar em experiências desafiantes. Pode significar “sentir pena” de alguém, o que é um reconhecimento de uma situação. Não requer que alguém experiencie profundamente a emoção pela qual a outra pessoa está a passar. A simpatia é “sentir com”, em vez de sentir profundamente pela pessoa. Por isso, há um distanciamento natural da situação.

O que é Empatia?

Ser uma pessoa empática e sentir empatia é uma reação emocional muito mais abrangente e intensa face a uma situação pela qual outra pessoa ou um grupo de pessoas está a passar. Ter uma resposta genuinamente empática pode ser um cocktail de emoções para gerir, porque se está a assumir os sentimentos da pessoa ou das pessoas com quem se está a conectar.

Essa é a verdadeira diferença entre empatia e simpatia – em vez de se sentir com alguém, estamos a sentir pela pessoa. É experimentar um pedaço das suas emoções e sentimentos porque se vê as coisas da perspectiva dela.

Então, o que é mais natural para uma pessoa se sentir mais empática do que simpática numa situação? Muitas vezes, pode ter origem na experiência pessoal de uma situação semelhante. Ter vivido e ter-se debatido com uma situação semelhante pode melhorar as qualidades empáticas de uma pessoa e ajudá-la a conectar-se mais profundamente com um indivíduo que está a passar pela mesma experiência.

Praticar Empatia

A empatia tem a ver com genuinamente imaginar e tentar sentir como é estar no lugar de outra pessoa. É colocar-se verdadeiramente no meio da emoção. Isto pode ser incrivelmente difícil fazer uma e outra vez, mas dá uma perspectiva única que pode levar a uma acção positiva.

Este é um exemplo fantástico da National Autistic Society, no Reino Unido. Esta campanha de marketing visava fazer com que as pessoas assistissem a uma verdadeira experiência do quotidiano através dos olhos de alguém que vive com autismo.

A simpatia pode ser uma expressão de “É difícil, e eu sei que é difícil”, mas a empatia incentiva-nos a pensar porquê e como um cenário é negativo, o que pode levar a soluções mais intuitivas e inovadoras.

Sentir empatia surge naturalmente nalgumas pessoas, mas pode ser uma escolha. Podemos escolher começar a ver as coisas com outra perspectiva, vê-las com outros olhos. 

Isto dá-nos a possibilidade de crescermos verdadeiramente, permitindo-nos sentir novas emoções e assumir pontos de vista novos e únicos.

Ouça ativamente, faça perguntas, seja curioso.

Reflexão final

Respostas mais simpáticas e empáticas no local de trabalho e nos negócios em geral, são muito bem-vindas. Ao adoptarmos esta postura e sermos mais emocionalmente inteligentes, isso irá reflectir-se na concepção dos produtos e serviços que podem ser criados de uma melhor forma, aportando mais valor à vida dos clientes.

Se conseguir integrar este comportamento, os seus pensamentos, ideias e pontos de vista poderão tornar-se mais vibrantes, diversificados e em última instância, potenciados.

Mindfulness: 5 EXERCÍCIOS PARA LÍDERES E SUAS EQUIPAS

(Tradução do artigo original de Ora Nadrich | 5 de Maio, 2020)

Estes exercícios simples de mindfulness podem ajudá-lo(a) a si e à sua equipa a concentrarem-se, a manterem o equilíbrio e a gerir os desafios deste “novo normal”.

A meditação Mindfulness é uma ferramenta valiosa que nos ajuda a aumentar o nível de consciência do momento presente.
Quando praticado de forma regular, pode manter-nos mais presentes e focados ao longo do dia.
A prática não se limita às pessoas que meditam; qualquer pessoa que procure diminuir o stress ou as distrações na sua vida, pode beneficiar desta técnica.
Como a pandemia continua a afetar o nosso dia a dia, praticar a meditação mindfulness, pode aliviar significativamente o stress que muitas pessoas estão a sentir.
Mesmo antes do COVID-19, muitas empresas na área das tecnologias, incluindo a Google, Twitter, Facebook, entre outras, já tinham começado a integrar o mindfulness e outras práticas contemplativas nos seus ambientes corporativos.

Porém, no novíssimo e atual ambiente de trabalho-remoto, as pessoas podem praticar no seu próprio espaço/casa, e muitas confirmaram que aumenta significativamente a sua capacidade

5 EXERCÍCIOS DE MINDFULNESS
Sugerimos que partilhe os seguintes exercícios de mindfulness com os membros da sua equipa, pois irão ajudá-los a gerir melhor as novas rotinas, a sensação de incerteza, a estimular o foco e a concentração e a trabalhar de forma mais produtiva em casa.

1. Contagem da respiração
Este simples exercício respiratório pode reduzir de imediato o stress no corpo. A sua equipa pode fazê-lo ao longo do dia, até pode definir um tempo para fazer pausas na respiração. Veja como:

• Na inspiração, conte 1-2-3-4-1
• Na expiração, conte 1-2-3-4-2
• Na inspiração, conte 1-2-3-4-3
• Na expiração, conte 1-2-3-4-4

2. Meditação com um Mantra
É semelhante ao mindfulness, pois concentramo-nos em algo que impede a mente de vaguear. Mas, em vez de nos concentrarmos na respiração, repetimos e concentramo-nos numa palavra ou frase específica.
• Sente-se num lugar tranquilo
• Feche os olhos.
• Inspire profundamente algumas vezes.
• Escolha o seu mantra. Pode ser uma única palavra como “calma”, “relaxar” ou “paz” ou uma frase como “eu estou em paz” ou “sinto-me relaxado”.
• Comece por repetir o seu mantra para si mesmo silenciosamente, as vezes que desejar. Se a sua mente começar a vaguear e os pensamentos surgirem, simplesmente observe-os e continue a repetir o seu mantra.
• Quando terminar, abra suavemente os olhos.

3. Alimentação consciente / Mindful Eating
Significa comer a sua refeição sem pressas e com atenção plena. Como as pessoas estão a trabalhar em casa e não estão tão condicionadas por horários para almoçar, podem transformar uma refeição ou um lanche numa sessão de mindfulness, que pode reduzir o stress e fortalecer o foco e a concentração.
Veja como praticar a alimentação consciente em casa:
• Prepare conscientemente o seu pequeno-almoço, almoço ou jantar. Coloque o seu foco e atenção na comida – sinta as texturas e cheire o tempero e condimentos.
• Respire fundo algumas vezes antes de começar a comer.
• Tome consciência do ambiente à sua volta: observe quem está próximo e os sons que ouve. Pode ser a voz das pessoas com quem vive, animais de estimação ou ruídos exteriores. Simplesmente note o que observa.
• Reserve um momento para sentir gratidão pela comida que está prestes a comer.
• Dê a sua primeira garfada lentamente e não se apresse. Mastigue com a consciência de que não se está a apressar.
• Saboreie os alimentos, sinta a temperatura e note a textura da sua comida.
• Quando terminar, limpe tudo cuidadosamente.

4. Caminhada mindful
Um jardim ou outro espaço ao ar livre é ideal para este exercício, mas também pode fazê-lo em ambientes fechados, até mesmo num espaço pequeno. A caminhada mindful pode ser feita em menos de dez minutos e pode servir como uma pausa de boas-vindas ao seu dia de trabalho.
Este exercício funciona melhor em silêncio. Se quiser, conte os passos que dá enquanto caminha. A cada passo, preste atenção ao levantar e baixar de cada pé. Se mente começar a divagar ou se se distrair com alguma coisa, basta trazer gentilmente a atenção de volta ao acto de caminhar. Quando terminar, pare durante uns momentos, antes de voltar ao trabalho.

5. Body Scan à secretária
Esta prática pode ser feita sentado a uma secretária ou espaço de trabalho.
• Tire os sapatos.
• Traga o seu foco e consciência para a respiração.
• Inspire profundamente algumas vezes.
• Direcione a atenção para as solas dos pés. Note a superfície em que os seus pés estão pousados. Está frio? Calor? Os pés estão frios ou quentes?
• Mexa os dedos dos pés e gire os tornozelos num sentido e no sentido oposto.
• Dirija a atenção para a parte superior dos pés, tornozelos, pernas, joelhos.
• Vá subindo e examine cada parte do seu corpo com atenção e com intenção. Observe qualquer desconforto, tensão ou outras sensações.
Para prolongar esta meditação, faça o percurso inverso, começando pela parte superior do corpo até as solas dos pés.

Pode transformar quase tudo numa prática mindful – respirar, caminhar, comer, sentar-se, conversar e até tomar banho: simplesmente tente estar presente e concentre-se em tudo o que faz.

Durante este período de isolamento, é importante lembrarmo-nos de que não precisamos de andar a correr.
Este é o momento perfeito para desacelerar, e praticar a atenção plena/mindfulness, ajudá-lo-á e à sua equipa a fazê-lo. Mesmo um simples exercício respiratório como o descrito acima pode reduzir o stress e potenciar o nível de concentração.
Os benefícios físicos, mentais e emocionais da prática de mindfulness são tremendos. Os líderes que incentivam as suas equipas a adotar esta ferramentas durante estes momentos stressantes, verão os benefícios em produtividade, performance e bem-estar geral.

Meditar durante a pandemia: 3 maneiras simples e fáceis para começar a praticar em casa

Todos nós temos vindo a descobrir maneiras diferentes de nos cuidarmos enquanto estamos em quarentena,  quer seja caminhar, cozinhar, ler ou ver televisão, etc.

Pessoalmente, a meditação tem sido extremamente benéfica para o meu bem estar mental e emocional.

Dedicar algum tempo num espaço tranquilo para verificar como estou a sentir-me e reconhecer qualquer tipo de stress ou preocupação, ajuda a centrar-me e a relaxar.

Para muitos de nós, cuja ansiedade foi aumentada pela pandemia, Mindfulness pode ser uma fonte de positividade e clareza.

Um dos maiores benefícios da meditação é o de mudar nossa perceção de que, quando as coisas são desafiantes, são más. Sempre  que fazemos uma pausa, respiramos conscientemente e reconhecemos que estamos a dramatizar, a dispersarmo-nos em pensamentos,  querendo que as coisas sejam diferentes, (a nossa perspetiva) realmente começa a mudar.

Se nunca experimentou meditar, sugiro-lhe aqui três maneiras fáceis para começar em casa.

Encontre uma prática de meditação que funcione para si

Para quem está a começar, uma meditação simples e fácil de experimentar é a “meditação da bondade amorosa” (loving-kindness), cujo propósito é demonstrar compaixão por nós mesmos e pelos outros.  Comece por desejar em silêncio o seu bem-estar – “Que eu seja feliz, que eu seja saudável, que eu esteja bem” – e depois manifeste esta mesma intenção a alguém de que gosta muito, a um desconhecido, a uma pessoa com quem tem uma relação difícil e por último a todas as pessoas.

Ao desejar estas boas emoções a todos os seres, pense também em pessoas que estão na prisão, pessoas em campos de refugiados, pessoas em extrema pobreza ou dificuldade – pessoas com quem, numa situação normal, não se cruzaria.

ou

Faça alguns ciclos de respiração consciente (inspire e expire pelo nariz, sendo a expiração um pouco mais longa) e a sua mente vai ficar inevitavelmente mais tranquila.  Vai começar a sentir alguma paz, e aí,  imagine que a sua mente é um céu aberto e todos os pensamentos são nuvens que se movem nela. (Como alternativa,  imagine a sua mente como um oceano e os pensamentos, ondas na praia.) Em vez de se deixar envolver neles, simplesmente reconheça que estão lá e observe-os, a afastarem-se como nuvens ou ondas. Ao observá-los com um certo distanciamento, promove uma higiene mental e com isso ganha tranquilidade e calma interior.

Crie uma rotina 

Na prática formal, é tradicional sentar-se no chão ou num puf de meditação.

Mas estando em casa, o mais importante é encontrar um espaço tranquilo onde se sinta confortável. Pode perfeitamente sentar-se no sofá ou na cama, no jardim (se o tiver) ou num canto da sala.  E não tem que ser durante muito tempo: Comece com 5 minutos. Se durante 5 minutos conseguir respirar conscientemente e observar os seus pensamentos e emoções, já é fantástico!

Pode praticar em qualquer altura do dia, o objetivo da meditação é trazer-lhe serenidade e foco  e não se deixar envolver em pensamentos ou emoções negativas.

Mantenha a regularidade

Um dos maiores desafios da meditação – se for novo na prática  – é aprender a gerir as distrações.  Nalguns dias,  pode estar 10 minutos numa meditação repousante mas que de repente é interrompida pelo alarme de um carro ou pela ansiedade provocada pelas notícias. Mas não desanime.

A natureza da mente é divagar.  A nossa função enquanto meditamos é apercebermo-nos de quando começamos a divagar, e gentilmente, regressar à prática, uma e outra vez. Requer disciplina e perseverança.

É sempre diferente: às vezes a mente está mais agitada, outras está mais tranquila e o turbilhão é menor.

A prática não tem por objetivo desligar o ruído mental, mas sim relacionar-se com ele de maneira diferente.


BALANÇO

Quem é a Mafalda?

Chamo-me Mafalda Mendes de Almeida e em 2013, após quase 30 anos de trabalho no mundo Corporate, passei por aquilo que muitos de nós passa – um BALANÇO.

Questões como:

Sou feliz?

– Quero continuar neste caminho ou quero mudar?

– O que é que quero fazer com a minha vida?

EU DECIDI MUDAR.

O porquê do bloom existir:

A minha paixão pelo cérebro e pelo seu potencial, levaram-me a criar um programa de meditação Mindfulness a que dei o nome de bloom – Focus on the Good e que atua em 4 públicos-alvo:

  • Mindfulness nas Empresas > Recuperar o foco, estimular a concentração, a criatividade e a empatia. 
  • Mindfulness para a Inclusão – (Ex. Reclusos e Cuidadoras de pacientes com Alzheimer) – Diminuir a ansiedade perante o risco de exclusão
  • Mindfulness na Idade Sábia > Trabalhar a memória e ansiedade. 
  • Mindfulness com os Jovens > Trabalhar a atenção, calma e tolerância. 

O que quero oferecer às Pessoas e Porquê o Mindfulness:

Porque nos ensina a estarmos presentes no momento, trabalhando a aceitação da realidade tal como é, sem a julgar e, sobretudo, ensina-nos a DESACELERAR.

Segundo Jon Kabat-Zinn, médico norte-americano, considerado o pai do Mindfulness no mundo Ocidental, momentos de pausa são essenciais para o nosso cérebro, nem que por apenas alguns minutos por dia.

E com a prática regular, começa de facto a operar-se uma mudança.

Começamos a ser proativos e não reativos, a ter mais tolerância e compreensão, tornamo-nos empáticos e melhoramos a relação connosco e com os outros – em suma, tornamo-nos seres humanos melhores.

Isto reflete-se no nosso dia-a-dia e também no nosso local de trabalho – se formos colaboradores mais serenos, mais felizes, seremos sem qualquer sombra de dúvida, colaboradores mais eficientes e mais produtivos.

Por último e não menos importante, Mindfulness é uma ferramenta transversal, pois é eficaz em qualquer contexto.

Posso afirmá-lo de “cadeira” por todas as provas passadas em locais tão díspares como Estabelecimentos prisionais, Infantários, Grupos de Cuidadoras de pacientes com Alzheimer avançado, a Idade Sábia (USO – Universidade Sénior de Oeiras) ou Adolescentes (Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira).

Muito Obrigada!

Mafalda Mendes de Almeida

 

MAITRI - A benevolência para connosco

Lave as Mãos, pela sua Saúde!

Ninguém tem uma bola de cristal no que diz respeito ao coronavírus, mas há um fato que é indiscutível: a lavagem frequente e cuidadosa das mãos é uma das melhores coisas que podemos fazer para impedir a propagação da doença.

Já ouviu esta recomendação inúmeras vezes, não já?. E como a lavagem das mãos não custa nada, não requer equipamentos especiais e também reduz drasticamente a propagação de outros germes, não há razão para não o fazermos.

Exceto, é claro, a lacuna intenção-comportamento. O que é isto?

A lacuna entre uma intenção e o comportamento, é a diferença entre o que esperamos fazer e o que realmente fazemos. Em pesquisas anteriores, apenas metade das pessoas com intenções positivas de adotar um comportamento saudável, o fizeram de facto.

Um exemplo > Eu sei que devo cantar os “Parabéns a você” duas vezes enquanto lavo as mãos, esfregando as unhas e entre os dedos. Mas tenho o hábito de apressar as coisas, em vez de me demorar um pouco no que estou a fazer. Acho que ainda não pertence ao clube de lavagem de mãos em 20 segundos. 🙂

Aqui estão duas sugestões, baseadas na ciência comportamental, para ultrapassar a lacuna intenção-comportamento.

Tente pensar nas pessoas da sua vida que serão beneficiadas se não ficar doente. O motivo para proteger os outros pode ser ainda mais poderoso do que o motivo para se proteger. Para mim, foi útil pensar em manter os meus Pais de 82 e 75 anos em segurança, não apenas contra o coronavírus, mas contra qualquer outra doença que esteja a circular nesta época do ano.

Tente identificar o principal obstáculo que atrapalha a sua ação e, em seguida, faça um plano para evitar ou ultrapassar esse obstáculo. Se, como eu,  se apressar a lavar as mãos, pode fazer o seguinte:

Quando lava as mãos, pensará em três coisas boas da sua vida e pelas quais é grat@! 

A gratidão é um bálsamo para o corpo e a alma.

E as emoções positivas também são contagiosas.

Com coragem e gratidão,

Fonte: Characterlab

 

Como Meditar

Quando meditamos, obtemos benefícios impactantes e de longo prazo na nossa vida: Diminuímos os níveis de stress, tomamos contacto com e aprendemos a gerir melhor a dor, conhecemo-nos melhor, melhoramos o nosso foco e tornamo-nos mais gentis connosco.

Como se aprende a meditar?  Na meditação mindfulness, aprendemos a prestar atenção à respiração à medida que entra e sai e a notar quando a nossa mente se desvia dessa tarefa. Esta prática de regressar à respiração, estimula os músculos da atenção plena/mindfulness.

Quando damos atenção à nossa respiração, estamos a aprender a regressar e a permanecer no momento presente – ancoramo-nos no aqui e agora, com intenção e sem julgamento.

Na prática da atenção plena, estamos a aprender como regressar e permanecer no momento presente – ancorarmos no aqui e agora com propósito e sem julgamento.

A ideia por detrás da atenção plena parece simples – a prática exige paciência. De fato, a conceituada professora de meditação Sharon Salzberg, conta-nos como a sua primeira experiência com meditação lhe mostrou a rapidez com que a mente fica presa noutras tarefas. “Eu pensei, OK, como é que serão 800 respirações antes da minha mente começar a vaguear? E para minha total surpresa, bastou uma respiração e eu já estava a viajar”. Embora a meditação não seja uma cura, é sem dúvida útil pois dá-nos o espaço tão necessário na nossa vida.

Às vezes, é só disto que precisamos para fazer melhores escolhas para nós, para as nossas famílias e as nossas comunidades. E as ferramentas mais importantes que podemos levar para a prática de meditação são um pouco de paciência, alguma gentileza para connosco e um lugar confortável para nos sentarmos.

Uma Meditação Simples para Principiantes

A primeira coisa a esclarecer: o que pretendemos aqui é praticar a atenção plena/mindfulness, não algum processo que magicamente limpa a mente dos incontáveis e infinitos pensamentos que surgem constantemente no nosso cérebro. Estamos apenas a praticar trazer nossa atenção para a respiração e, em seguida, regressar à respiração quando nos apercebemos que nossa atenção se desviou.

  1. Sente-se confortavelmente e prepare-se para ficar quieto durante alguns minutos. Vai simplesmente concentrar-se na inspiração e expiração.
  2. Concentre-se na sua respiração. Onde sente mais a respiração? Na barriga? No nariz? Tente manter a atenção na inspiração e expiração.
  3. Esteja atento à respiração durante dois minutos. Sinta o ar a entrar à medida que os pulmões se expandem e expire, contraindo o tronco.

 Bem vindo. O que aconteceu? Quanto tempo passou antes que a sua mente se afastasse da respiração? Apercebeu-se como a sua mente estava ocupada mesmo sem que a orientasse conscientemente para pensar nalguma coisa específica? Apercebeu-se que já estava envolto em pensamentos antes de voltar a ler isto? Estamos frequentemente envolvidos em pequenos filmes mentais tais como: “Porque é que o meu chefe se quer encontrar comigo amanhã?”

“Eu devia ter ido ao ginásio ontem”. “Tenho para pagar algumas contas” ou (o clássico) “Não tenho tempo para ficar parado, tenho coisas para fazer.”

Nós “praticamos” a atenção plena para podermos aprender a reconhecer quando a nossa mente está a fazer das suas, e talvez conseguir fazer uma pausa disso por apenas um bocadinho para podermos escolher aquilo em que gostaríamos de nos focar.

Se este tipo de distração lhe é familiar (e todos nós o fazemos), fez uma descoberta importante: dito de uma forma simples – é o oposto da atenção plena. É quando vivemos na nossa cabeça, em piloto automático, deixando que os nossos pensamentos vagueiem explorando o futuro ou o passado e, essencialmente, não estando presentes no momento.

Mas é aí que a maioria de nós vive quase todo o tempo – e é bastante desconfortável, se formos honestos, correto? Mas não tem que ser assim.

Nós “praticamos” mindfulness para podermos aprender a reconhecer quando a mente começa a fazer as suas acrobacias habituais, e talvez conseguir fazer uma pausa durante algum tempo, permitindo-nos escolher aquilo em que gostaríamos de nos focar. Em suma, a meditação ajuda-nos a ter um relacionamento muito mais saudável connosco (e, por acréscimo, com os outros).

fonte: Mindful.org, Janeiro 2020


Exercício 4 - Shots de Mindfulness

Exercício 3 - Shots de Mindfulness

Exercício 2 - Shots de Mindfulness

Exercício 1 - Shots de Mindfulness

Shots de Mindfulness

Como Praticar Mindfulness ao
longo do seu dia de trabalho

Dicas para aumentar o foco e a autoconsciência e diminuir o stress no trabalho

Provavelmente conhece bem esta sensação: chega ao escritório com um plano definido para o dia e depois, no que parece ser apenas um instante, encontra-se no caminho de regresso a casa. Nove ou dez horas se passaram, mas só conseguiu cumprir algumas das suas prioridades. E, provavelmente, nem consegue lembrar-se exatamente do que fez todo o dia. Se isto soa familiar, não se preocupe. Não está sozinho. Pesquisas demonstram que as pessoas passam quase 47% do seu tempo a pensar em algo diferente do que estão a fazer. Por outras palavras, muitos de nós agimos em modo “piloto automático”.

Agora, acrescente a isto o que muitas pessoas chamam de “economia da atenção”. Na economia da atenção, a capacidade de manter o foco e a concentração é tão importante quanto as competências técnicas ou de gestão. E como os líderes precisam de absorver e sintetizar um fluxo crescente de informação para tomarem boas decisões, são particularmente afectados por esta tendência emergente.

A boa notícia é que podemos treinar o cérebro para se concentrar melhor, integrando exercícios de atenção plena/mindfulness, ao longo do dia. Tendo por base a nossa experiência com milhares de líderes em mais de 250 organizações, aqui estão algumas diretrizes para que se possa tornar um líder mais focado e consciente.

Primeiro, comece bem o seu dia. Os investigadores descobriram que libertamos mais hormonas de stress poucos minutos depois de acordarmos. Porquê? Porque pensar no dia que se aproxima, desencadeia o nosso instinto de luta ou fuga e liberta cortisol no sangue. Em vez disso, tente o seguinte: quando acordar, passe dois minutos na cama, simplesmente notando a sua respiração. À medida que pensamentos sobre o dia surgirem na mente, deixe-os ir e volte à sua respiração.

De seguida, quando chegar ao escritório, tire 10 minutos, sentado à secretária ou no carro, para estimular o cérebro com uma breve prática de atenção plena antes de mergulhar em atividade. Feche os olhos, relaxe e sente-se com as costas numa posição vertical. Foque-se totalmente na respiração. Mantenha um fluxo contínuo de atenção na experiência da sua respiração: inspire, expire; inspire; expire. Para ajudar a manter o foco na respiração, conte silenciosamente a cada expiração. Sempre que se distrair, afaste gentilmente a distração e retome o foco na respiração. Mais importante, permita-se aproveitar esses minutos. Durante o resto do dia, outras pessoas e urgências várias, lutarão pela sua atenção. Mas, durante esses 10 minutos, a sua atenção é toda sua.

Depois de terminar a prática e de se preparar para começar a trabalhar, mindfulness pode ajudá-lo a aumentar a sua eficiência. Duas competências que definem uma mente consciente: foco e consciência. Mais explicitamente, foco é a capacidade de nos concentrarmos no que estamos a fazer no momento, enquanto que consciência é a capacidade de reconhecer e libertar as distrações desnecessárias à medida que surgem. Entenda que a atenção plena não é apenas uma prática sedentária; a atenção plena é desenvolver uma mente astuta e clara. E a atenção plena em ação é uma ótima alternativa à prática ilusória do multitasking. Trabalho consciente significa aplicar foco e consciência a tudo o que fazemos, desde o momento em que entramos no escritório. Concentre-se na tarefa em questão, reconheça-a e liberte-se das distrações internas e externas, à medida que surgem. Desta maneira, a atenção plena ajuda a aumentar a eficácia, a diminuir os erros e até a aumentar a criatividade.

Para melhor perceber o poder do foco e da consciência, considere uma aflição que atinge quase todos nós: a dependência do e-mail. Os e-mails têm uma forma de seduzir a nossa atenção e redirecioná-la para tarefas de menor prioridade, porque a realização de pequenas tarefas rapidamente executadas liberta no nosso cérebro a dopamina, uma hormona de prazer. Esta sensação  torna-nos viciados nos e-mails e compromete a nossa concentração. Em vez disto, pratique a atenção plena ao abrir a sua caixa de entrada. Concentre-se no que é importante e mantenha a consciência do que é apenas ruído. Para começar melhor o seu dia, evite ver os mails logo de manhã. Ao agir desta forma,  vai evitar um verdadeiro ataque de distrações e problemas de curto prazo, durante um período de foco e criatividade excepcionais.

À medida que o dia avança e as inevitáveis reuniões consecutivas começam, mindfulness pode ajudá-lo a liderar reuniões mais curtas e eficazes. Para evitar entrar numa reunião com uma mente dispersa e pouco focada, dedique dois minutos para praticar a atenção plena. Pode fazê-lo enquanto se dirige para a sala de reunião. Melhor ainda, promova os dois primeiros minutos da reunião em silêncio, permitindo que todos cheguem física e mentalmente. Em seguida, se possível, encerre a reunião cinco minutos antes da hora para permitir a todos os participantes uma transição consciente para a próxima reunião.

À medida que o dia avança e o cérebro começa a cansar-se, a atenção plena pode ajudá-lo a permanecer atento e a evitar más decisões. Após o almoço, defina um alarme no telefone para tocar a cada hora. Quando o alarme tocar, interrompa o que estiver a fazer e pratique um minuto de mindfulness. Estas pausas de desempenho conscientes, ajudá-lo-ão a impedir que recorra ao piloto automático e caia no vício do fazer, fazer, fazer.

Por fim, quando o seu dia de trabalho terminar e começar a ir para casa, aplique mindfulness. Durante pelo menos 10 minutos do percurso, desligue o telefone, desligue o rádio e permita-se simplesmente estar/ser. Deixe de lado quaisquer pensamentos que surgirem. Preste atenção à respiração. Isto permitirá que liberte o stress do dia e poder voltar para casa, totalmente presente com a sua família.

Mindfulness não é viver a vida em câmara lenta. Trata-se de estimular o foco e a consciência no trabalho e na vida. Trata-se de eliminar as distrações e manter o controlo dos seus objetivos pessoais e profissionais. Assuma o controlo da sua própria atenção: teste estas dicas durante 14 dias e veja o que podem fazer por si.

Este artigo foi publicado originalmente na Harvard Business Review

Autores

Rasmus Hougaard, Rasmus is the founder of the Potential Project, a global training organization delivering mindfulness programs to Amex, Nike, Accenture, and more than 200 other organizations around the world

Jacqueline Carter, Jacqueline is the North American director of the Potential Project. She and Hougaard are authors of One Second Ahead: Enhance Your Performance At Work with Mindfulness.

Como Abandonar o Julgamento e
Abrir-se ao Amor

Sua Santidade, o Dalai Lama, disse em tempos: 

O que é o Amor? O amor é a ausência de julgamento.

É fácil dizer, mas como fazê-lo no dia a dia?

Partilho uma analogia simples e uma prática para nos tornarmos menos críticos e mais amorosos na nossa rotina diária.

Que lhe traga mais conexão, amor e leveza.

Um amigo meu recentemente partilhou comigo uma história do professor espiritual Ram Dass. É tão bonita e teve tanto impacto em mim que quis partilhá-la convosco.

“Quando tu passeias na floresta e observas as árvores, vê-las todas diferentes. Algumas estão dobradas, outras estão direitas, algumas são muito viçosas e outras mais envelhecidas. E ao observá-las, aceitas que elas estejam exactamente como estão, sem as julgares, pelo simples facto de que são assim.

Mas a partir do momento em que lidas com seres humanos, esta atitude de imparcialidade, não julgadora, desaparece. E dás por ti a dizer constantemente: “Devias ter feito assim ou dito assado”,  ou “eu também sou assim”, etc.

A mente julgadora entra em acção.

“E é por isso que eu transformo pessoas em árvores. O que significa apreciá-las exactamente como são. Adoro esta analogia pois convida-nos a lembrarmos e a apreciar-mo-nos uns aos outros, a sermos gentis uns com os outros e a ver para além dos nossos julgamentos, opiniões e ideias preconcebidas sobre o Outro. Que prática espiritual maravilhosa poderia ser se todos praticássemos transformar pessoas em árvores – ou seja, dar-lhes aquilo que todos mais desejamos – Amor e Aceitação, tal como somos.

Assim, deixo-vos um pequeno desafio – Agir, começando a praticar e a ter em mente estas palavras tão eloquentemente ditas por Sua Santidade, o Dalai Lama: 

“O que é Amor? O Amor é a ausência de julgamento”.

Kintsugi e Mindfulness​

Kintsugi é a antiga arte japonesa de reparar aquilo que está partido. Quando uma peça de cerâmica se parte, os mestres de Kintsugi restauram-na com folha de ouro, deixando o restauro bem visível, porque, para eles, uma peça reconstruída é símbolo de fragilidade, força e de beleza.

A cerâmica é frágil, forte e bonita, tudo ao mesmo tempo – tal como NÓS. E, tal como o kintsugi, a nossa vida, pode sofrer percalços, mas também pode recuperar, se soubermos como.

Aqui tem algumas estratégias que recomendo para começar a reconstruir a sua vida a partir dos pedaços  – quer se devam a um trauma passado, uma perda repentina ou apenas um mindset negativo:

• Pare de se julgar com tanta severidade – nós somos o nosso pior crítico. Comece a ter alguma compaixão por si.

• Lide com os seus obstáculos e adversidades como uma oportunidade de crescimento e reoriente a sua vida ou a sua perspetiva perante ela.

• Conecte-se com a sua força emocional, identificando e acolhendo sem julgamento as emoções que surgem ao longo do dia sem as tentar reprimir.

• Alivie a sua dor através da expressão artística, transformando-a em algo bonito. Embeleze as suas cicatrizes para que, quando as observar, se sinta mais forte e mais confiante.

Isto pode lembrar-lhe alguém que conhece. Se for o caso, encorajo-@ a telefonar-lhe e a dizer que o(a) compreende, que está lá para ele(a) – porque é exatamente nestas alturas em que nos debatemos com situações desafiantes, que precisamos de maiores doses de empatia, compreensão, apoio e compaixão. Partilhe a sua dor, partilhe a dor dele(a) e partilhe a sua cura como o melhor exemplo a seguir.

A minha esperança é que se sinta mais forte e mais bonito(a) porque se sentirá confiante na sua capacidade de superar as adversidades, aprender com elas e lidar com o que a vida lhe pôs à frente, sejam desafios, problemas ou imprevistos.

Convido-o a aplicar o Kintsugi lentamente, leve o seu tempo. Não queira fazer tudo logo de uma vez.

Perguntar-me-á como > Com Mindfulness – através desta prática contemplativa, aprendemos a dar tempo e espaço ao que a vida nos traz, adotamos uma postura mais ponderada e menos impulsiva, trabalhando a auto compaixão, a aceitação e a ternura por nós.

Boas práticas!

Saiba mais, falando connosco – info@bloomeditacao.com

A Meditação da Bem Querença
(Loving Kindness) pode retardar o envelhecimento

A pesquisa sustenta que a meditação pode remodelar as vias neurais ligadas à compaixão, ajudando os praticantes a ver a interligação de todo o sofrimento humano.

Indo um pouco mais além, a Meditação da Compaixão e Bondade Amorosa visa especificamente cultivar um sentimento de altruísmo e de afecto para com o Outro; e quanto mais nos preocupamos com o bem-estar dos outros, maior é a nossa própria sensação de bem-estar.

Para além disso, quando praticamos Tonglen colocando a intenção nos outros – enviando força, ternura, felicidade e alívio na dor – a nossa mente experiencia estes estados positivos primeiro.

A compaixão tem o efeito de deixar a mente confortável, ajudando a aliviar os medos e inseguranças, dando-nos força para lidar com os obstáculos da vida quotidiana.

De fato, a compaixão é considerada uma qualidade tão vital, que existe agora um método em Psicoterapia chamado Terapia Focada na Compaixão (CFT), que realça a importância de aplicar a compaixão para atingir um modo de vida saudável e feliz.

Os benefícios comprovados de uma prática de meditação baseada em compaixão, variam de um maior bem-estar ao alívio da doença e uma melhor inteligência emocional.

Abaixo enumeramos alguns dos muitos benefícios que esta prática de meditação transformadora pode ter na mente, no corpo, na alma e nos relacionamentos.

Cultivar a Compaixão

Talvez o benefício mais notório de uma prática baseada em compaixão seja o fato de se cultivar o amor, a empatia e a benevolência, nutrindo uma postura altruísta em quem pratica.

Ajuda-nos a perceber que o “eu” e o “outro” são ideias falsas, pois o sofrimento é universal. Uma prática ativa e regular, fortalece áreas do cérebro responsáveis pela empatia e pela inteligência emocional.

Melhoria dos Relacionamentos

A compaixão permite compreendermo-nos melhor  e aos outros, o que é importante em todos os relacionamentos.

Praticar a compaixão também nos ajuda a sarar feridas nos relacionamentos, pois aumenta nossa capacidade de perdoar, bem como a nossa ligação com os outros, enquanto diminuímos a raiva e o preconceito em relação aos outros.

Reduzir os sintomas de grandes perturbações

Comprovou-se que a Meditação da Compaixão reduz os sintomas do Síndrome de Stress Pós-Traumático (PTSD), bem como os sintomas negativos em perturbações do espectro da esquizofrenia.

Praticantes de meditação da compaixão com perturbações do espectro de esquizofrenia também revelaram um aumento de emoções positivas e recuperação psicológica (Johnson et al, 2011).

Redução da Depressão e Stress

As práticas baseadas em Compaixão reduzem o stress e a depressão, pois focam-se em desenvolver uma atitude de aceitação, amor e bondade para com o próprio e com os outros (Gardner, 2018).

Além disso, ao desviarmos temporariamente a atenção dos nossos próprios desafios e focar-mo-la no sofrimento dos outros, ajuda-nos a colocar as coisas em perspectiva.

Silenciar a Mente

Distintas de outras formas de meditação, as práticas baseadas em Compaixão requerem focar a atenção numa pessoa específica ou numa frase benevolente, por oposição a não ter um objeto específico de contemplação.

Portanto, as práticas da Meditação da Bondade Amorosa e da Compaixão, diminuem a tendência da mente vaguear, contribuindo para a diminuição dos efeitos fisiológicos negativos, tais como a ansiedade e o medo, enquanto aumenta a nossa capacidade de cumprirmos tarefas importantes.

Aliviar a dor crónica

Existem várias associações entre saúde mental e condições físicas crónicas que afectam significativamente a qualidade de vida das pessoas.

Estudos preliminares sugerem que uma prática baseada em Compaixão, pode ser benéfica na redução da dor lombar persistente (Carson et al. 2005), e também foi provado que ajuda a reduzir a dor da enxaqueca e alivia a tensão emocional associada à enxaqueca crónica (Tonelli & Wachholtz, 2014)

Descubra a Tartaruga que Há em Si

DESACELERAR para SERENAR (SLOW down to CALM down)

Quando andamos demasiado depressa, a nossa saúde, relacionamentos e qualidade de vida são por norma afetados. Através do ato de Desacelerar, ganhamos a capacidade de estarmos presentes, desfrutar dos nossos relacionamentos e podemos encontrar um maior significado para a nossa vida.
O “Speed Check ”é um exercício rápido e fácil que nos ajuda a desacelerar.  Primeiro verificamos com que rapidez estamos a realizar uma tarefa e, em seguida, dá-nos ferramentas para abrandar se necessário, conectando-nos com a respiração e com o momento presente. O Speed Check pode ser feito a qualquer momento do dia e é particularmente benéfico durante os períodos de transição que são por norma acelerados – como por ex. o sair,  as refeições e o ir dormir.

Como se faz um “Speed Check”:

1. PARE o que estiver a fazer agora – não se preocupe, será por menos de um minuto!
   – e tome consciência disso.

2. QUESTIONE-SE: Será que estou a fazer isto demasiado depressa? Seria possível fazê-lo mais devagar?

3. Se a resposta for sim (e é frequentemente), faça 5 RESPIRAÇÕES PROFUNDAS e retome o que estava a fazer, mais LENTAMENTE.

Desacelerar é tão simples quanto isto! Se repetido ao longo do tempo, permite-nos tomar consciência da velocidade em que vivemos e pode de facto ajudar-nos a criar o hábito de DESACELERAR – que está provado ser a fórmula certa para o ritmo certo em que devemos agir. Fazer menos, desconectar-se das tecnologias sempre que possível e integrar “rituais lentos” na sua vida tais como o Speed Check, é mais uma forma de “descobrir a tartaruga que há em si”.

Fonte : Dalai Lama Center| Heart Mindonline.org

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